O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) fecha 2025 com 20 anos de atuação e foco renovado no fortalecimento da sanidade animal. Criado para dar suporte financeiro ao setor produtivo, o fundo ampliou sua função e passou a atuar de forma estratégica ao lado do Serviço Veterinário Oficial do Estado.
Ao longo dessas duas décadas, o Fundesa se consolidou como instrumento central na prevenção, no controle e na erradicação de doenças que impactam diretamente a produção de proteínas animais no Rio Grande do Sul.
As perspectivas para 2026 foram divulgadas pela assessoria de imprensa, que também listou os principais desafios enfrentados ao longo do ano passado.
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Resposta sanitária e atuação em crises
Em 2025, o sistema de defesa sanitária gaúcho foi colocado à prova com o registro de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial no município de Montenegro. O foco foi controlado e erradicado em poucos dias, sem propagação.
Segundo o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, a resposta rápida demonstrou a organização do sistema sanitário estadual. “A forma como o caso foi conduzido mostrou que o Estado está preparado para enfrentar riscos sanitários cada vez mais complexos”, afirmou.
De acordo com Kerber, o fundo garantiu recursos, equipamentos e materiais para as equipes que atuaram no entorno do foco, atuação reconhecida por órgãos nacionais e internacionais.
Estrutura física e apoio ao produtor
O ano de 2025 também marcou a inauguração da sede própria do Fundesa, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A chamada Casa da Sanidade Animal passou a funcionar como espaço permanente para reuniões, eventos e apoio técnico às cadeias produtivas.
Outro investimento relevante foi a reforma da Supervisão Regional de Santa Rosa, com recursos próximos de R$ 600 mil. O local abriga atividades do Serviço Veterinário Oficial e reforça a presença do sistema sanitário no interior do Estado.
Indenizações e responsabilidade compartilhada
Um dos pilares do Fundesa é estimular a notificação precoce de doenças. Conforme o presidente, a existência de indenizações dá segurança ao produtor para comunicar suspeitas sanitárias sem receio de prejuízos financeiros.
Levantamento do fundo aponta que, nos últimos 16 anos, mais de R$ 54 milhões foram destinados a indenizações na pecuária leiteira. Os recursos têm sido fundamentais no enfrentamento de doenças como tuberculose e brucelose, cuja prevalência atual é de 0,49% do rebanho.
Modernização e próximos passos
Além das emergências sanitárias, o Fundesa teve papel relevante durante as enchentes de maio de 2024. Recursos extraordinários ajudaram a recompor a estrutura do Serviço Veterinário Oficial. Ferramentas digitais, como a Plataforma de Defesa Sanitária Animal, auxiliaram no mapeamento de áreas isoladas.
O fundo também avança em projetos de prevenção, comunicação sanitária e rastreabilidade bovina. A revisão das contribuições, aprovada pela Assembleia Legislativa, entra em vigor em abril de 2026 e busca garantir sustentabilidade financeira frente à crescente pressão sanitária global.
Para 2026, estão previstos novos investimentos em capacitação, tecnologia e infraestrutura, mantendo o foco na proteção da produção animal gaúcha.
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